Jihan Arar, da comunidade palestina de Brasília, Ayman Atta Altell, segundo vice-presidente da FEPAL, Nick Fabiancick, coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, e Sara Farid Nafe, da Sanaúd – Juventude Palestina

A Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL) entregou na última sexta-feira (29), na sede da ONU no Brasil, em Brasília/DF, sua carta dirigida ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alusiva ao Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, lembrado todos os anos no dia 29 de novembro, desde 1977, por resolução da sua Assembleia Geral.

A carta foi recebida por Nick Fabiancick, coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, por delegação da FEPAL encabeçada por seu segundo vice-presidente, Ayman Atta Altell, integrada também por Sarah Farid Nafe, da Sanaúd – Juventude Palestina, e Jihan Arar, da Comunidade Árabe Palestino-Brasileira de Brasília.

A delegação expressou, em nome da FEPAL e da comunidade palestina no Brasil, a esperança que a ONU adote uma posição mais firme em relação às sistemáticas violações de Israel contra os palestinos que vivem a ocupação israelense, bem como que corrija o erro histórico deste organismo máximo da Comunidade Internacional que, ao partilhar a Palestina por meio da Resolução 181, acabou permitindo houvesse a limpeza étnica na Palestina e tudo o mais que se deu de lá para cá. A admissão da Palestina como estado membro (hoje integra da ONU, porém com o status de estado observador) é uma das resoluções que ajudariam neste caminho de justiça ao povo palestino.

Fabiancick, por seu lado, mencionou a nota emitida pelo Secretário-Geral da ONU, de 27/11/2019, na qual reitera a posição da ONU de apoio e solidariedade ao povo palestino, citando também a intervenção da representante brasileira Maria Luísa Viotti, que chamou os países membros da ONU para aumentarem o financiamento das ajudas humanitárias ao povo palestino. Ele reiterou a tradicional posição da ONU de exigir o cumprimento de suas resoluções relativas à Palestina, desde a resolução da partilha da Palestina, adotada em 1947, até as mais recentes, passando pela 194, que determina o direito de retorno dos refugiados.

O representante da ONU no Brasil fez questão de elogiar a mobilização da comunidade palestino-brasileira, o que levou, segundo ele, a que o Brasil suspendesse a transferência de sua embaixada se Tel Aviv para a Jerusalém ocupada.