Ativistas participam de protesto em solidariedade aos prisioneiros palestinos nas prisões israelenses

A professora israelense Nadera Shalhoub-Kevorkian divulgou na última terça-feira (19) que as autoridades israelenses permitem que grandes empresas farmacêuticas realizem testes em prisioneiros palestinos e árabes, informou o jornal palestino Felesteen.

A professora da Universidade Hebraica de Jerusalém também revelou que as empresas militares israelenses estão testando armas em crianças palestinas e realizando esses testes nos bairros palestinos da Jerusalém ocupada.

Falando na Universidade de Columbia, em Nova York, Shalhoub-Kevorkian disse que coletou os dados durante a realização de um projeto de pesquisa.

“Espaços palestinos são laboratórios”, disse ela. “A invenção de produtos e serviços de empresas de segurança patrocinadas pelo Estado é alimentada por toques de recolher de longo prazo e opressão do exército israelense.”

Em sua palestra “Espaços perturbadores – Tecnologias violentas na Jerusalém Palestina” (tradução livre), a professora acrescentou: “Eles verificam quais bombas usar, bombas de gás ou bombas de mau cheiro. Se é para colocar sacos de plástico ou sacos de pano. Bater com seus rifles ou chutar com suas botas”.

Na semana passada, as autoridades israelenses se recusaram a entregar o corpo de Fares Baroud, que faleceu dentro das prisões israelenses depois de sofrer de várias doenças. Sua família teme que ele poderia ter sido usado para tais testes e Israel teme que isso possa ser revelado através de investigações forenses.

Vidas de prisioneiros palestinos em prisões israelenses – Cartoon [Alarabiya]

5.000 testes em prisioneiros

Em julho de 1997, o jornal israelense Yedioth Ahronoth noticiou que Dalia Itzik, presidente de um comitê parlamentar, reconheceu que o Ministério da Saúde de Israel havia dado às empresas farmacêuticas permissão para testar seus novos medicamentos em presos, observando que 5.000 testes já haviam sido realizados.

Robrecht Vanderbeeken, o secretário de cultura do sindicato belga ACOD, alertou em agosto de 2018 que a população da Faixa de Gaza estava sendo “morta de fome, envenenada, e crianças sequestradas e assassinadas pela remoção de seus órgãos”.

Isso se segue a advertências anteriores do embaixador palestino na ONU, Riyad Mansour, que disse que os corpos de palestinos mortos pelas forças de segurança israelenses “foram devolvidos sem córneas e outros órgãos, confirmando notícias anteriores sobre a colhimento de órgãos pelas forças ocupantes”.

Fonte: MEMO – Middle East Monitor